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Vamos para Machu Picchu, no Peru?

Na semana passada, sugeri Santiago, no Chile, como opção de viagem internacional para esses tempos de alta do dólar. Hoje, quero sugerir a vocês um dos destinos mais incríveis da nossa América do Sul: Machu Picchu, no Peru, considerado Patrimônio Mundial da UNESCO.

 

MP - machupicchu

 

 

Para chegar lá em cima, vocês podem ir de trem ou fazendo alguma das trilhas pela montanha, vindas de Cusco. A mais famosa é a Trilha Inca (ou Camino Inca), que é bem pesada, boa para quem curte uma aventura. Mas fiquem ligadas se optarem por esse caminho: a trilha Inca fecha em fevereiro por causa das fortes chuvas. A cidade em si não fecha, a não ser que a chuva seja extremamente forte, mas reabre assim que a chuva passar. De qualquer maneira, é bom evitar os meses de fevereiro e março pra não correr o risco de ficar sem o passeio. A melhor época para fazer essa trilha é o mês de julho – mas também é a mais concorrida.

 

MP - trilhainca

 

Para fazer a Trilha Inca, vocês precisarão, além de um bom preparo físico, reservar antecipadamente os lugares de vocês no grupo. O limite máximo por dia, permitido pelo governo, é de 500 pessoas, portanto, o passeio é bem concorrido. Antes de viajar, chequem a disponibilidade de datas e lugares no site www.machupicchu.gob.pe. O ingresso para visitar Machu Picchu custa em torno de 130 novos soles (um novo sol equivale a aproximadamente um real).

 

 

Há três formas para chegar em Cusco: pelo lendário Trem da Morte, por carro ou por avião. Se quiserem fazer o mochilão completo com o Trem da Morte, saindo do Brasil por terra, saibam que vocês precisarão de pelo menos 20 dias. Não é muito complicado: basta pegar um ônibus da Viação Andorinhas até Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e seguir para Puerto Quijarro, na fronteira com a Bolívia. Em seguida, vocês devem pegar outro ônibus, da Companhia Oriental, que lhes levará a Santa Cruz de la Sierra em 18 horas. De lá, peguem outro ônibus para La Paz, de onde vocês seguirão para Copacabana, na margem do Titicaca. Do outro lado está a peruana Puno, local de onde sairá o trem (Peru Rail) para Cusco e Machu Picchu. Para quem gosta de aventura, mas achou o roteiro um pouco longo, tome um voo direto para La Paz e o caminho será reduzido pela metade.

 

 

Se vocês quiserem ir de carro, precisarão de 15 dias disponíveis. O roteiro parte da Amazônia, passando por Rio Branco, a capital do Acre, de onde vocês podem seguir em direção a Cusco pela estrada Interoceânica. Atravessar a maior selva tropical do mundo para chegar até Machu Picchu não é uma aventura fácil: a maior parte da estrada é asfaltada, mas há muitos trechos que são de terra, portanto, um 4×4 é o carro ideal. Se quiserem optar por este meio, viajem entre junho e outubro, na época das secas, para que vocês não corram o risco de atolar o carro em nenhuma estrada.

 

 

Por fim, a maneira mais convencional, prática e objetiva é o avião. Há diversos voos diários de empresas aéreas brasileiras e internacionais com destino à Lima, a capital do Peru. De lá, muitos voos domésticos, de aproximadamente uma hora, saem todas as manhãs em direção a Cusco. Se quiserem ir para essa cidade por terra, vindas da capital, basta seguir, de carro, a rodovia Panamericana Sur ou tomar um ônibus da Cruz del Sur. A viagem de Lima a Cusco, por terra, costuma durar 20 horas. Para nós, brasileiras, chegarmos ao Peru, não precisamos de visto (nem de passaporte): basta apresentar o RG novo.

 

MP - cusco

 

Quando chegarem em Cusco, passem pelo menos um dia na cidade antes de começar a subida à cidade sagrada. Já ouviram falar do Mal de Altitude? Pois a altura elevada pode ocasionar alguns desconfortos como dores de cabeça, enjoo, vômito, tontura, falta de ar… Portanto é ideal que o corpo tenha um tempo para se acostumar com a altitude de Cusco. Levem analgésicos na mala (vejam aqui minhas dicas de como arrumar a necessaire de remédios), repousem e hidratem-se bem para melhorar os sintomas.

 

 

A noite de Cusco é fria (não esqueçam os casacos!), mas bem animada, afinal, são muitos viajantes, de todas as partes do mundo, saindo para tomar uma cerveja peruana. Além disso, a comida peruana, combinação das cozinhas espanholas e africanas, com os segredos herdados dos incas, é uma das mais exóticas da América do Sul. Experimentem os tradicionais ají de galinha e choros a la chalaça (espécie de marisco ao vinagrete) e, para beber, provem o pisco sour, aguardente bem conhecida por ali.

 

 

Boa viagem e até a próxima semana!
Beijos,
Luciana Sabbag

 

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