Oi gente!!
As últimas semanas foram bem difíceis para a humanidade, né? Numa semana, proíbem a pílula do dia seguinte, depois tivemos que assistir todo o assédio à menina Valentina, no Masterchef, e depois todos os absurdos em resposta às questões do Enem que abordaram o tema Feminismo e a persistência da violência contra a mulher… Ufa!

 

Apesar de a coluna ser de Moda, é impossível a gente deixar de abordar esse tema, principalmente porque antes de ser Consultora de Estilo eu sou Psicóloga, e beeeem antes de me formar na faculdade eu sou Mulher e gente.

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E como tudo na vida está interligado, é impossível deixar de lembrar de uma pesquisa que diz que para 65% dos brasileiros, mulheres que usam roupas curtas merecem ser atacadas. É impossível falar de moda e incentivar as mulheres a usarem o que querem, independente do corpo que se tem, quando a gente corre o risco de ser desrespeitada e violentada porque confundem a nossa roupa com um convite ao sexo.

 

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Essa imagem do Think Olga, que é um projeto feminista super bacana, mostra todos os comprimentos das nossas roupas, com a legenda “asking for it” (“ela estava pedindo”) para mostrar que, na verdade, o tamanho da roupa pouco importa se o agressor tem a intenção de assediar.
Impossível falar de moda sem dizer que roupa fala de quem a gente é sim, mas a única coisa que diz que uma mulher quer sexo é quando ela diz SIM, e que todo mundo merece respeito, independente da roupa que usa. A gente já conquistou o direito de usar calça jeans e terninho, que eram exclusivos do guarda-roupas masculino há tanto tempo… porque ainda não conquistamos o direito de usar vestidinhos, shortinhos e sainhas sem ser julgadas ou desrespeitadas, né?

 

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Priscila Citera